Visita ao Abrigo Santa Luzia

Aos 20 dias do mês de maio de 2017, o Capítulo Rio de Janeiro visitou o Abrigo Santa Luzia, localizado na Rua Parintins, nº 191 – Praça Seca. A filantropia contou com a presença de diversos irmãos recém-iniciados e uma grande quantidade de doações arrecadadas, fundamentais para o funcionamento da instituição. Abaixo, um relato do Hospitaleiro Gustavo Manhães sobre a atividade:

 

Singelo Sorriso
No sábado do dia 20 do mês de maio, o Capítulo Rio de Janeiro #001 organizou sua tradicional visita ao Abrigo Santa Luzia, na Praça Seca, bem próximo de onde o Capítulo é situado. Essa filantropia em específico é muito especial para o #001, pois ela ocorre todo ano, sem falta. Muitos dos membros do Capítulo já conhecem as senhoras que lá estão abrigadas, e ambos nutrem boas memórias de tais visitas.

O abrigo é singelo, porém bem equipado, capaz de residir com eficácia as senhoras que lá estão, e se mantém de pé por meio de doações e do lucro vindo do bazar que a instituição organiza.

A visita do dia 20 foi a minha primeira visita ao abrigo, e foi como Hospitaleiro do Capítulo. Nós conseguimos reunir um número muito satisfatório de irmãos, o bastante para entreter todas as residentes e arrecadar um bom número de doações. Foi incrivelmente mágico ver como aquelas senhoras se iluminavam com a simples presença de pessoas além delas mesmas, e eu fiquei muito orgulhoso de mim mesmo e dos irmãos que ali estavam por conseguirmos esse feito tão simples, mas tão nobre.

Houve um momento, no entanto, que foi singular para a minha experiência como DeMolay, e principalmente como Hospitaleiro; um daqueles momentos em que se concebe uma ideia completa e absoluta, uma visão sem necessidade de ponderamento, uma daquelas verdades que são apenas verdades e completas em sua simplicidade. Dois irmãos nossos chegaram alguns minutos atrasados: o primeiro deles, o irmão Lucas Ventura, Past Mestre Conselheiro do #001. Eu estava sentado em um sofá de frente para outro, onde neste sentava uma das idosas residentes do abrigo. No momento que o irmão Lucas aproximou-se de meu sofá para me cumprimentar, eu pude ver que, por um instante, aquela senhora estava catatônica, mas logo depois abriu o mais largo sorriso que eu já havia visto, passando a exclamar repetidamente a frase “eu conheço ele!”. O irmão Lucas já havia visitado o abrigo antes, e ela o reconhecera.

Poucos segundos depois, o segundo irmão que havia chegado atrasado, o irmão Matheus Ventura, atual Mestre Conselheiro do Capítulo, havia se aproximado de mim para também me cumprimentar, e a cena se repetiu, com a senhora repetindo a mesma frase.

Aquelas idosas não costumam receber visitas. É uma vida solitária. Quando elas recebem visitas recorrentes, no entanto, é para elas um momento de extremo êxtase e alegria. Naquele infantil sorriso, eu pude ver porquê nós fazemos o que fazemos. Naquele sorriso eu percebi o propósito de tudo que fazemos, de todas as filantropias que organizamos, e principalmente o sentido do meu cargo como Hospitaleiro.

Naquele sorriso, eu pude sentir a presença do Pai Celestial, e todo o calor de seu amor. E agora eu sei o que é a Ordem DeMolay.

– Gustavo Manhães, Hospitaleiro da 74ª G.A.

 

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COMMENTS

  • <cite class="fn">Jorge Manhães</cite>

    Que relato emocionante. Parabéns para todos os sobrinhos do #001 pelo belo trabalho de filantropia realizado no Abrigo Santa Luzia. Excelente texto!

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